
Roberto Porro e Andrew Miccolis (organizadores)
Agradecimentos:
Gostaríamos de agradecer à Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e especialmente a Michelle Gauthier, do Departmento Florestal, por apoiar este estudo e expressar a nossa gratidão aos seguintes colegas, que fizeram contribuições valiosas às primeiras versões deste texto: Renata Marson Teixeira de Andrade, Robert Miller e Fabiana Peneireiro. Gostaríamos também de agradecer todos aqueles que foram entrevistados, tanto nos estudos de caso quanto na análise comparativa, e contribuíram com subsídios para este estudo.
Apresentação:
Contextos de degradação dos recursos naturais associados a formas não sustentáveis de uso da terra vigentes no Brasil demandam alternativas. Casos de sucesso merecem uma maior visibilidade. Entre tais exemplos estão uma série de iniciativas agroflorestais, que no entanto, necessitam ser melhor compreendidos, fortalecidos e disseminados. Embora recentes mudanças no rcabouço de políticas públicas associadas ao setor tragam oportunidades para o desenvolvimento agroflorestal, muitos desafios ainda persistem para que a intensificação agroflorestal dos sistemas de produção seja financeiramente possível à agricultura familiar.
Com efeito, um conjunto de políticas atualmente influencia o desenvolvimento agroflorestal no Brasil, incluindo políticas agrícolas, ambientais, fundiárias, educacionais e de crédito e extensão rural, entre outras. Tais políticas, contudo, operam de forma fragmentada, ainda distante de constituirem um conjunto harmônico e integrado tendo o desenvolvimento agroflorestal como fio condutor para conciliar a melhoria nos indicadores sociais com a mitigação dos efeitos negativos de mudanças climáticas. Para alcançar impacto, programas e politicas para o desenvolvimento agroflorestal devem tirar proveito do acúmulo já existente de experiências exitosas locais, para posicioná-las em outro nível, através de uma diseminação efetiva, mantendo o princípio de flexibilização e adaptação diante especificidades locais.
Diante deste quadro, Políticas Públicas para o Desenvolvimento Agroflorestal no Brasil apresenta e analiza comparativamente cinco estudos de caso em diferentes regiões do Brasil a fim de extrair lições como subsídios para políticas públicas voltadas para o desenvolvimento agroflorestal. Os estudos de caso nos biomas Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado, retratam situações para as quais o desenvolvimento agroflorestal já pode ser considerado realidade. Tais estudos são apresentados como capítulos desta obra, precedidos por uma análise comparativa que contou com a colaboração de todos os autores.
A publicação consiste em aporte ao estudo global “Diretrizes Agroflorestais para Políticas Nacionais e Tomadores de Decisão”, desenvolvido sob a coordenação da Organização da Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e com participação do Centro Mundial Agroflorestal (ICRAF), Pesquisa Agrícola para o Desenvolvimento (CIRAD), e Centro Agronômico Tropical de Pesquisa e Ensino (CATIE). Certamente a obra contribuirá para o delineamento de estratégias de políticas públicas que integrem necessidades sociais, ambientais e econômicas no Brasil.
Roberto Porro
Coordenador regional América Latina
Centro Mundial Agroflorestal
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